SobreVIVER



Não faz muito tempo, terminei de ler um livro. Confesso que só o li porque o nome me chamou atenção e a história estaria nos cinemas em breve.
Após terminar, fiquei pensando no quanto aquela história é verídica. Não que eu saiba de fato, em quem os personagens foram inspirados. Mas percebi o quanto eles se assemelham a pessoas ao meu redor. Apesar de todos os pesares, o que mais me prendeu a história foi a decisão da personagem: esquecer tudo e todos. Largar família, amigos escola. Abdicou de suas mordomias e tudo mais que uma adolescente poderia ter, para assim, poder viver a vida conforme lhe conviesse. Acredito que ela queria apenas VIVER, e não SOBREVIVER.

Todos nós temos nossas obrigações e deveres, compromissos e a fazeres. Devemos estudar, trabalhar e ser alguém na sociedade. Você é aquilo que  faz, consome e acredita ser. Papéis que não passam de rótulos. Não definem quem você realmente é. Confesso que, por um momento, gostaria de ter a coragem que personagem teve: deixar tudo para trás, retirar toda a necessidade e obrigação de ser alguém para as pessoas, para ser alguém para mim. Viver de acordo com minhas vontades e desejos. Não ter que viver dias massivos e exaustastes. Não ser obrigado a colocar um sorriso no rosto todas as manhãs.


Quem vive assim e é realmente feliz? Se você acha que sim, talvez seja melhor rever sua maneira de viver. Mas já que estamos no barco, vamos velejar, cada um como pode, porém, sempre lembrando de viver. Sabendo que um dia sua jornada chegará ao fim e pode ser tarde demais para voltar atrás.