Porque mudar faz bem


“As pessoas tem medo de mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem.” (Chico Buarque)

Todo dia algo muda em nossas vidas. Algumas acontecem naturalmente, pois fazem parte do ciclo da vida, outras, ocorrem devido as nossas escolhas. Não é fácil lidar com mudanças – sejam elas feitas por nós ou não.

Mudar a si mesmo faz parte do ciclo de crescimento e amadurecimento pessoal. Cada um é responsável por seus atos e suas escolhas. Você escolhe o que lhe convém e perece melhor para si.

Todos podem mudar. Que seja no estilo de vestir, no cabelo, maneira de pensar, ciclo de pessoas, ou até mesmo, mudar de residência. Não importa qual seja esta mudança, todo mundo tem direito de realiza-la.

Quantas você vezes já parou e ficou olhando aquela foto antiga e lembrando do passado, avaliando como muita coisa mudou. Avaliando que aos poucos muitas transformações vão ocorrendo. Aquilo que você é hoje, não é o que era ontem, e amanhã não será o mesmo de hoje.

Quase no final dessas férias, resolvi mudar mais um pouco o cabelo. Mudar a cor, uma mudança um tanto quanto radical para mim. Mesmo com a ideia de que poderia dar errado (e no começou deu), resolvi com cara e coragem que faria essa transformação. Após terminar, o resultado me agradou, mas é aí que entra a opinião alheira (em certos casos é mais um comentário negativo).

É preciso deixar o medo de lado e mudar. Parar de ouvir o que as pessoas dizem e ouvir a si mesmo. Mude sem medo de errar, sem receio. Pois é assim que pode-se ver o quanto uma mudança por ser divertida. Não conhecer a si mesmo, pode te levar a não tentar coisas novas, e abrir mão antes de tentar, acreditando que novidades são perigosas.

Não tenha medo de mudar, como dizem, a vida é muita curta para não errar, então aproveite enquanto há tempo. Se uma mudança não lhe agradou, aproveite o amanhã para mudar novamente. Sonhe com o que é impossível. Mas saiba que você, e apenas você, pode escolher sua própria mudança!

Be happy! 

Amores possíveis





Levando em consideração minha idade, até só amei uma mulher na vida, minha mãe. Não que eu quisesse, porém nenhuma me chamava atenção, assim como a senhora que me deu a vida. Minha primeira namorada, pela qual cheguei a ter verdadeiros sentimentos por ela, me deixou plantado na porta do cinema, anos atrás. Passado isto, sempre me envolvia com alguma moça que aparecesse e passávamos a noite juntos, para a infelicidade de minha mãe, que repudiava todas elas. Voltei a me envolver com uma outra que conheci por aí, não lembro exatamente onde. Por um bom e duradouro tempo ficamos juntos. Após alguns anos, reencontrei minha primeira namorada. De alguma maneira ainda sentia algo por ela, e ela por mim. Não deu outra, reatamos e pra valer. Como dois adolescentes apaixonados, namoramos incessantemente. Tivemos um filho. Hoje, oito anos após este episódio, sinto como se ainda não houvesse encontrado o amor da minha vida. Não fora por falta de oportunidade, talvez esse amor não exista, seja apenas fruto da necessidade de ter uma alma gêmea. Talvez ainda houvesse uma possibilidade. Foi aí que passei a me relacionar com outro homem. Um amor que nunca passou por minha cabeça. Por que nunca me dei conta que existem as mais diversas foras de amor? A verdade é que ele esteve o tempo todo ao meu lado, só eu não vi. Era companheiro de trabalho há anos. Talvez eu esteja ficando obsessivo com essa coisa de amor. Ainda não me sentia contente ou satisfeito. Um dia procurei a mãe do meu filho, possivelmente ainda a amava. E no que deu? Amor. Eu a amava, assim como também meu atual parceiro. Seria possível este amor?

O preço de uma amizade


Possivelmente você já ouviu dizer que a amizade não tem preço, amizade não se compra e que este relacionamento, ao contrário do namoro, será sempre incondicional. Assim como ocorre nos filmes, séries e desenhos.

Entretanto, no mundo real, não acontece desta maneira, nem um pouco. TODAS as nossas relações sociais tem um preço, um custo, e cabe a nós decidirmos até que ponto vale à pena pagar este valor.

Porém, este preço não pode ser calculado através de uma equação matemática. O resultado de uma amizade é determinado por constantes relevantes em cada relação que o cerca. Tempo? intensidade? compatibilidade? valores? afeto? respeito? confiança? lealdade? Venho pensado sobre amizade há algum tempo e acredito que seja a soma de todos estes, sem a constante chamada cobrança, que sobrecarrega e causa dor a um dos envolvidos.

Amizade é construída e reconhecida. Algumas pessoas tem o dom de entrar em sua vida naturalmente, de maneira orgânica e, em algumas semanas, parece que sempre estiveram ali. Podem-se passar meses sem que se vejam, mas sempre estarão um com o outro de alguma maneira. E mesmo que se vejam todos os dias, não é fácil manter uma amizade estável. É preciso um esforço gigante e dedicação constante. Embora seja trabalhosa de se manter, parece ser ainda mais difícil de abrir mão.

Não importa quantidade, o importante é qualidade. Não importa sexo, língua ou religião. Amigos aceitam uns ao outros como são. Sem julgamentos, sem obrigações e sem perguntas.

“A amizade é um laço que não prende nem aperta…” (Cecília Sfalsin)


E para você, qual o preço de uma amizade?

Primeiro amor


Já fazem alguns verões, seis pra ser mais exato. Me lembro da primeira vez que nos vimos, erámos apenas adolescentes. Basta apenas fechar meus olhos e começo a lembrar. Você estava lá, duas mesas depois da minha. Um corpo delgado, olhos castanhos escuros e um olhar profundo, lábios grossos e arroxeados. Nada havia me chamado atenção em ti, a não ser o fato de sermos os únicos naquele local. Lembro-me de ficar lhe observando por alguns instantes, até que olhou em minha direção. Nossos olhos se cruzaram, enfeitiçando um ao outro, e soube, naquele momento que dois corpos podem se envolver, sem mesmo se tocarem.

Agora, nada mais importava ali. Ainda encantados, começamos a seduzir um ao outro, dois jovens fascinados. Precisávamos nos encontrar, dizer as primeiras palavras, nos tocar, nos beijar e ter certeza de que seria uma história de amor. E num instante estávamos lá, sozinhos, nos amando, perdidamente apaixonados, eu era seu e você meu.


Se passaram quatro estações. E assim como elas chegam ao fim, uma história de amor também chega.

Coração frágil


Imagine o que aconteceria se seu coração parasse de bater.
Sem sangue sendo bombeado, seus órgãos não fariam mais suas funções e certamente morreria.
Após algumas decepções, cheguei a acreditar na possibilidade disso de fato acontecer.
Um coração cheio de angústias, emoções e amor, se tornou frágil.
É como se depois de ser ferido diversas vezes seguidas,
Fosse se desfalecendo.
Perdendo as forças gradativamente.
Batendo cada vez mais lento,
Sem conseguir exercer mais sua função.
Mas há algo que ainda o mantém vivo,
Talvez as chamas ainda estejam acessas.
Sigo incessantemente tentando não me apaixonar,
Mas meu frágil coração se ilude fácil.
Meu coração é apaixonadamente frágil.
Quisera eu que ele fosse de ferro ou aço.