Noite de estrelas


Não me dei conta de como dia passou ligeiramente depressa.

Já era tarde, e mesmo tendo que levantar cedo no dia seguinte, me encontrava na varanda. Havia terminado uma ligação e logo após minha playlist aleatória voltou a tocar. Resolvi permanecer ali por mais um tempo.

Fitei o céu. Busquei pela lua, mas não consegui encontra-la, não estava ao alcance da minha visão ou simplesmente não estava ali. Apesar disto, a imensidão escura estava tomada uma infinidade de estrelas, que em perfeita harmonia iluminavam aquela noite.
O brilho das constelações me hipnotizou, aquele era um dos poucos detalhes perceptíveis a olho nu, e eu tinha plena ciência que forças físicas muito maiores formavam aqueles astros, assim como também aquele brilho.

Apesar de tantas estrelas, a lua é única – pensei. Aquilo me lembrava a história um amor passado, estremeci. Tentei não me abalar. Apesar de paixões e romances temporários, apenas uma pessoa foi quem realmente amei. Um vazio me preencheu, pois não importava quantas estrelas tentassem iluminar meu coração, nenhuma poderia clarear cada canto dele assim como a lua o faria. Estrelas morrem e outras nascem, mas a lua está sempre ali em algum lugar, mesmo que não seja possível vê-la.

Volto a me questionar, onde é que você estaria? Havia um silêncio e um vazio em mim. Sem deixar qualquer sinal, houve um dia em se foi. Como se por um instante tivesse se transformado em um estrela cadente, que passou rapidamente e os rastros foram sumindo gradativamente até desaparecem por completo.

Jurei pra mim que se não fosse você, meu mundo não teria outra lua. Nenhum outro astro poderia tomar seu lugar. Mas sem você meu mundo seria totalmente escuro. Não importa quantos anos se passem, quantas fases a lua tenha, seu amor terá sido o único.

A música acabou e voltei daquela viagem no tempo

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