Carta aberta aos vinte e um anos


Mesmo que este seja um assunto batido e muitas pessoas dirão que é mais um blá, blá, blá, é bem provável que ao chegar nesta fase da vida, você continue a se perguntar qual o sentido dela e o que mais está por vir.

É estranho como há pouco mais de três anos atrás, estava me formando no ensino médio e minha única obrigação era escolher o que cursar na faculdade. Curso que definiria muitas coisas na minha longa jornada. Mas uma escolha como esta aos 17 anos, não era lá uma das mais fáceis. E apesar da insegurança, sempre soube que queria e mantive foco nos meus sonhos, planejei tudo. Ou quase tudo, com o tempo aprendemos que não dá pra planejar tudo na vida.

O Ensino Médio acabou, passei no Vestibular, cheguei aos dias dourados de glória universitária. E foi aí que as coisas começaram realmente a mudar. A faculdade exigia cada vez mais de mim e então foi preciso dedicar-me mais. Dei-me conta que era preciso abrir mão de certas atividades ou organizar melhor o meu tempo, afim de que pudesse conciliar tudo o que me agrada com meus objetivos. E depois vieram os estágios, que loucura. Por um momento pensei em desistir, mas sempre me vinha à cabeça tudo o que as pessoas ao meu redor fizeram por mim, não podia decepcioná-las, tão pouco decepcionar a mim mesmo. Percebi que aos vinte anos que, quanto mais variáveis, mais difíceis são as escolhas.

Não me esquecendo do restante da minha vida, olhei para trás e percebi que poucos eram os amigos de ensino fundamental – estes quase nulos, e que grande parte das amizades foram cultivadas no ensino médio e após a ele. Então comecei a me dar conta que estes que me restaram são os verdadeiros e especiais. Tem também o lance do relacionamento. Parece que todos que conheço estão se relacionando, vez ou outra até escuto sobre casamento. O que em certos momentos me assunta, dando a impressão que me restará apenas a solidão.

E então, no inicio da vida adulta, pouco a pouco começo a entender como é viver, mesmo que ainda existam as decepções, falhas e momentos de insegurança. Os pensamentos mudam, as opiniões se tornam cada vez mais fortes, aceito ou rejeito certas coisas com mais facilidade e novos laços são formados.

Parece inevitável deixar o passado lá trás, até porque ele foi parte importante da vida, mas é preciso continuar caminhando. É preciso pensar no futuro, construir uma vida própria e ter uma carreira de sucesso. Então quebre as regras enquanto é tempo. Por mais que a adolescência faça falta, aproveite os vinte e poucos. A vida é como aprender a andar de bicicleta, após muitos tombos você aprende a se virar sozinho.

Este é apenas um desabafo improvisado aos meus vinte e um anos.

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